24 setembro 2014

DIA A DIA - Deixemo-nos de vícios

Adicionar legenda

Estou muito orgulhosa do T.
No início do ano a conversa sobre ele deixar de fumar já tinha vindo ao de cima, mas depressa foi esquecida.
A desculpa ideal para deixar o tabaco foi este Verão, nas nossas férias, em Porto Côvo. Sendo eu uma pessoa que não toca em tabaco, seria mais fácil começar a deixar de fumar comigo por perto, sem tentações de outras pessoas que fumam.
Na brincadeira, acabámos por "apostar" um jantar. Isto é: ele deixa de fumar, mas se cair em tentação, tem de pagar-me um jantar, num local à minha escolha.
Sugerimos a brincadeira apenas como isso, uma brincadeira, porque  na verdade acredito que não seja um processo fácil. Cheguei a ler umas coisas sobre o assunto e dos sintomas de quem deixa de fumar fazem parte dores de cabeça, enjoos, entre outras maleitas.
Mal ele surpreendeu-me. Sempre soube que ele tinha força e determinação para deixar algo que ele próprio dizia não lhe trazer benefícios nenhuns. Mas admiti ser uma tarefa complicada perante o dia a dia que o rodeia. Não duvidei dele mas sim das pessoas que estão à volta e que o poderiam levar a quebrar a tentativa. Uma tentativa, e se saísse furada, obviamente que não ficaria chateada. É uma caminhada com altos e baixos.
Aos primeiros dias após voltarmos de férias e cada um voltar para sua casa, fui-lhe perguntando diariamente como se estava a safar, ao que ele respondia sempre que não me ia pagar nenhum jantar, pelo menos o da aposta, (boa tentativa Marta!), e que se estava a safar bem, com alguma vontade de um ou outro cigarrito, mas tudo controlado.
Deste plano faz parte a confiança, claro. Só assim é que podia ser. Acredito na verdade das palavras dele quando ontem me disse que não fumava há um mês.
Sorri.
Sei que não o fez por mim, por ter insistido algumas vezes para que ele deixasse de fumar. Aliás, ele sempre pôde fazê-lo à minha frente e sempre respeitei as opções dele. Apenas quis que ele percebesse todas as desvantagens que o tabaco traz e de como podia tornar-se muito mais saudável, arranjar até um "vicío positivo" como o ginásio, por exemplo, e poupar o dinheiro que daria para o tabaco para outras coisas mais agradáveis.
Com isto quero apenas dizer que quando queremos, temos muita força e conseguimos alcançar os nossos objetivos, sejam eles deixar de fumar, no caso do T, ou entrar no curso que nos ajudará a seguir os nossos sonhos, como foi o meu caso.
Vejo a força de vontade dele, a alegria e apoio que tento transmitir-lhe. Porque nem todos os dias são fáceis. Existem muitas dificuldades no caminho. E o T está apenas a começar, um passo de cada vez, como costumo dizer.
Na altura, quando alcançarmos o objetivo, não haverá maior prazer do que afirmarmos "consegui". 

1 comentário:

Tiago Dias disse...

Um mes sem fumar ahahah podes admitir que te surpreendi ;)