04 janeiro 2018

DIA A DIA || Começar de novo. Olá, 2018!

2017 foi um ano em grande para mim, o que me motiva a querer fazer de 2018 um ano igualmente bom.
O ano que terminou há uns dias teve tantos pontos altos que os baixos foram arrumados e serviram de lição (ou pelo menos assim espero).
2017 foi um ano em que voltei a concentrar forças e atenções numa única pessoa: eu própria.
Ser melhor comigo e com os outros foi uma das minhas missões, mas é daquelas que levamos todos os anos, para toda a vida.
Para além disso, começou a crescer em mim uma vontade ainda maior em planear, ir, não ter medo do inesperado, aprender a gerir ansiedades e a reagir ao que nem sempre está nas nossas mãos (working on that!).
Para 2018 trouxe essa vontade comigo, de continuar a aproveitar mais e queixar-me menos.

Delineei alguns objetivos/desafios que gostava de ultrapassar. Não gosto de listas exaustivas porque, tal como a maioria das pessoas que as faz, acabo o ano frustrada por ter depositado tanta esperança em mim para, no fim, deixar metade dos objetivos por cumprir.
Sonhadora qb, estes são alguns dos meus objetivos para este ano, com a certeza de que a lista não termina aqui.


Escrever mais
Pois. Certo. Este teria de ser dos primeiros. O facto de ter terminado a faculdade faz com que não dedique muito tempo à escrita, seja ela ligada à minha área ou mais livre. 
No trabalho o processo também é um pouco automático. Há criatividade, seguimos um padrão porque assim tem que ser, embora existam diversas formas de comunicação.

Quero dedicar mais tempo à escrita e, a isso associado, atualizar mais o blog.
Amor por esse cantinho office. Eu sou a tarada das composicoes de parede ne? kkkkk


Ler mais
Acho que não li nenhuma lista de objetivos de outros bloggers que não tivesse este ponto!
A verdade é que eu gostava de ler e chegava a ler alguns livros por ano.
A entrada na faculdade tornou-se uma desculpa para eu começar a ler menos livros e mais textos técnicos que precisava para as cadeiras. E essa desculpa prolongou-se durante os 3 anos de licenciatura, quando comprava uma revista aqui e ali para mostrar a mim mesma que ainda lia qualquer coisa. Mas essa qualquer coisa não substitui o prazer que é ler um bom livro.
A gota de água foi quando experimentei ler um livro que morou na mesa de cabeceira durante meses. Tornou-se enfadonho e foi a primeira vez que não consegui terminar um livro. A partir desse livro a vontade para me dedicar à leitura desapareceu.
Tenho feito algumas tentativas para voltar porque preciso e porque gosto.
Quero MUITO que este seja o ano em que os livros se tornarão novamente uma rotina.


can someone give me some good book recommendations, please? thank you




Menos televisão
Ler mais implica desligar mais vezes a televisão. E quando digo mais vezes digo gastar menos tempo a ver coisas pouco interessantes e que dificilmente me enriquecem. Se quero aproveitar o tempo à frente da televisão, quero fazê-lo com mais qualidade.


That wooden sideboard below the television + gallery wall around the TV!! Click through to see more of this lovely room!



Mais experiências, menos bens materiais
Na verdade não sou muito consumidora de bens materiais. Mas acho sempre que posso comprar menos e faço até um esforço quando estou perante algo e penso "isto valerá mesmo a pena? quero gastar dinheiro nisto? já pensaste que podias poupar esse dinheiro para ires almoçar ou guardares para uma viagem?"
Sim, na maioria dos dias eu sou esta pessoa que prefere gastar dinheiro em experiências que me fiquem na memória do que em objetos, roupa, bens materiais que, na maioria das vezes, não têm ou perdem o seu valor.
Seguindo esta linha de pensamento, quero que 2018 seja um ano com mais experiências e menos bens. Um ano em que eu sinta que estou a investir dinheiro no que realmente importa. Isto não implica que não possa comprar bens materiais, MAS quero chegar ao fim do ano a sentir que vivi mais do que acumulei no roupeiro, por exemplo.
E aqui também entra algo de que gosto muito: ir, passear, conhecer novos lugares e revisitar os antigos.


ᴛɪʀᴇᴅ



Aventurar-me mais, experimentar mais
Este ponto está de certa forma relacionado com o anterior e também já vem do ano anterior, mas quero melhorá-lo.
Não ter medo de correr (alguns) riscos e vencer medos é sempre um bom objetivo porque, acima de tudo, não há nada que pague a sensação de superação pessoal (e de equipa também!).
Agarrado a isto vêm as experiências, sejam elas de qualquer tipo. Por exemplo, nos últimos anos aprendi a gostar de mais comidas/alimentos. Para mim é uma vitória.
Não temos que gostar de tudo, é verdade, mas podemos experimentar, várias vezes até, para percebermos se de facto gostamos ou não. E isto aplica-se a quaseee tudo.



@ematimofei



Estar mais presente
Todos gostamos de redes sociais, mas (quase) todos pensamos no mesmo: desligar por um bocado.
E para mim tem sido exatamente o oposto: tenho estado mais ligada do que nunca e não gosto disso. É assustador pensar que só me lembro de dois momentos específicos de 2017 em que decidi desligar-me e não postar nada: a última noite na Disney e o fim de semana de canoagem em que estive sem internet.
Nós vivemos ligados e estamos constantemente disponíveis para os outros mas quando é que estamos realmente disponíveis para nós próprios e para aqueles que estão presentes fisicamente?
Este tema dava para encher páginas. Mas não as quero encher; quero antes evitar fazer parte desta maioria e aprender que o que está a acontecer online pode muitas vezes esperar.
Este é dos difíceis, mas é dos mais necessários. Estar presente para aqueles que estão presentes. 


/


Voluntariado
Este é um outro regresso que tenho vindo a adiar.
Voltar a fazer voluntariado tem sido uma ideia que quero pôr em prática, mas que era adiada por falta de tempo, tempo esse que eu quase sempre tive, foi apenas mais uma desculpa.
O primeiro passo já está dado. Inscrevi-me em algo de que gosto muito e onde acho que posso ajudar.
Acredito que vivemos para fazer a diferença na vida dos outros.
Sempre gostei de conhecer as histórias dos outros, principalmente quando estas são tão diferentes da realidade em que vivemos. E voltar a fazer voluntariado é, sobretudo, contribuir para melhorar essas histórias.


We can't help everyone but everyone can help someone.

Nota: Todas as fotografias são da minha conta no Pinterest



Facebook do blog
Instagram pessoal: martinhasqf

30 setembro 2017

NEXT STOP || Praga, República Checa


Sabem a história do Hansel e da Gretel e da famosa casinha de chocolate?
Praga tem todo esse imaginário e mais algum. Mais uma vez, e tal como em Pilzen (podem ler mais sobre essa cidade checa aqui), Praga é uma cidade absolutamente linda, que nos transporta para os tempos negros de Idade Média.
É engraçado que ao rever as viagens que fiz nos últimos tempos a maioria delas aconteceram no inverno, uma estação que não é agradável para toda a gente, mas que para mim é uma altura mágica, onde podemos presenciar um inverno que, na maior parte dos países europeus, não tem nada a ver com o nosso.
Concentremo-nos então em Praga, a cidade das bruxinhas como eu simpaticamente a apelidei.


O CASTELO

O tempo era curto e no último dia do ano a cidade preparava-se para  a entrada em 2017. A visita foi a mais simples possível, apenas os pontos principais da cidade, logo a começar pelo castelo. 
O castelo não é só um castelo, é um conjunto de complexos onde encontramos o castelo, a catedral, ruas, jardins, etc.
Ao atravessar os muros da entrada, o que sobressaiu mais à vista foram as torres da catedral que me transportaram de imediato ao universo do Harry Potter e das torres de astronomia do Castelo de Hogwarts. 
Todo o complexo tem a sua beleza, com uma mistura de estilos de arquitetura devido aos diferentes anos de construção todo o castelo é completamente evidente. 
Já dentro das imediações, o queixo caiu-me ao passarmos por baixo de um arco e encontrarmos de frente a frente da Catedral de São Vito com uma altura brutal, tal como toda a arquitetura e pormenores que a compõem. Difícil foi colocar toda esta grandeza dentro de uma fotografia. Na minha cabeça a pergunta é sempre a mesma: como conseguiram eles, naquela altura, construir esta brutalidade? Acho que precisava de ver para acreditar.
Dentro das muralhas, mas também fora, encontrámos as típicas feirinhas de inverno que preenchiam o ar de cheiros, desde carne a assar nos espectos, até vinho quente ou o cheiro (já) enjoativo de açúcar e doces. Os brinquedos para os mais pequenos também faziam as delícias, em especial os de madeira como as famosas marionetas.
Já fora do castelo, e descendo as ruas da cidade, os cheiros acompanhavam-nos, assim como o frio que se intensificava à medida que o sol se punha, eram apenas 16h. Não é de admirar que este tipo de capitais europeias estejam repletas de cafés e lugares cozy para ficarmos. Ninguém aguenta andar na rua muitas horas seguidas e estes locais tornam-se os nossos melhores amigos para aquecer os pés e descansar.









CHARLES BRIDGE

A Charles Bridge é uma das pontes mais conhecidas de Praga. Repleta de figuras religiosas, durante o dia encontram-se imensos vendedores de quadros e pequenas peças de arte ao longo da ponte. Foi aqui que também abusei (muito) da máquina fotográfica e das mais diversas perspetivas que a vista nos oferecia.
Esta é uma das pontes mais movimentadas e um dos locais privilegiados da cidade. Foi aqui que nos despedimos de 2016 e entrámos em 2017. 





O RELÓGIO DE ASTRONOMIA

Do outro lado, e depois de mais umas tantas ruas, o símbolo máximo desta capital: o relógio de astronomia, com um complexo funcionamento, inalcansável para o comum do turista. 
Encaixado numa das paredes da Câmara de Praga, o relógio toca de tempo em tempo, com umas personagens que surgem nas pequenas janelas e que ajudam a construir uma história sinistra por detrás de todo o encanto do relógio. 




JOHN LENNON WALL

Estive com a minha amiga em Praga em dois dias diferentes: no dia 31 de dezembro e no dia 2 de janeiro. Fomos à John Lennon Wall no segundo dia, dia em que explorámos melhor algumas  zona que já tínhamos ido, bem como outras diferentes, como esta que vos vou falar.
A parede que os checos dedicaram a John Lennon, um dos eternos membros dos The Beatles, é feita por todos nós e para todos nós. Nesta parede encontramos desenhos, tags e uma imensidão de mensagens, a maioria alusivas a paz e amor para o mundo. Torna-se confuso porque o espaço já está muito preenchido, com uma mistura de cores que nos leva a aproximar para ler melhor algumas das mensagens ali deixadas. Quando regressei a Portugal fui pesquisar mais sobre este spot que se tornou famoso quando alguns jovens checos decidiram ali deixar mensagens de esperança numa altura em que a República Checa vivia ainda agregada à URSS.
A parede é uma simples parede, localizada numa rua de Praga. As mensagens nela inscritas é que a tornam especial, principalmente porque todos os dias o aspeto deste mural muda.




PRAÇAS E RUAS

Por ali, e a toda a volta, em cada beco e em cada rua, os edifícios e todo o ambiente ao redor fazem lembrar contos infantis e a idade média. Embora bonitos e imponentes, as cores são escuras e sombrias, com torres altas, encerradas por pináculos e cúpulas a lembrar o gótico. 
Os mercados de Natal estavam por toda a parte e era impossível sair da cidade sem provar o famoso trdelnik, uma espécie de bolo, coberto com açúcar e canela (pode também ser recheado por dentro).



Ficou ainda muito por conhecer nesta cidade, uma vez que tive oportunidade de conhecer outros locais da 
República Checa. O regresso a Praga é obrigatório e se for com frio será ainda melhor.  

23 setembro 2017

EXPERIMENTAR || Descer o Tejo de canoa



Há uns anos participei numa descida de canoas em Constância num grupo organizado do trabalho da minha mãe. Devia ter uns 10, 11 anos, mas lembro-me de ter adorado a experiência, principalmente porque tive o privilégio de ir apenas a observar a paisagem, sem remar, visto que não tinha capacidade para tal.
A vontade de repetir a experiência agora, e já com idade para dar umas remadas, vinha a aumentar e antes do verão terminar ainda consegui riscar esse objetivo da lista.
Marcámos a aventura através da Natur Z (infos no fim) e no fim de semana passado, eu e mais três amigos, pusemo-nos a caminho da praia fluvial de Constância, de onde partiríamos. 
Após alguns metros parámos para descansar e foi aí que os 9 km que se seguiam começaram a assustar. Tinha a sensação de já ter remado qualquer coisa quando na verdade ainda íamos em apenas alguns metros. Logo ali começaram as dúvidas sobre se aguentaria remar até ao fim e quão louca tinha sido eu por nos ter posto a remar 9 km.  
Mantivemos um bom ritmo e todo o caminho valeu o esforço: em algumas zonas do rio estávamos apenas nós, o monitor e a natureza, num espelho de água muitas vezes perfeito, apenas interrompido pelas canoas que chegavam a navegar ao sabor da corrente. 
Pelo caminho apanhámos de tudo: aves marinhas, ovelhas a pastar nas margens, outras canoas e até uma canoa em particular, com dois aventureiros que tentavam, em vão, subir para a canoa. (este episódio ficou maravilhosamente registado pela GoPro) 
Bem no meio do Tejo estava a principal paragem, aquela que todos nós ansiávamos: o Castelo de Almourol. Não sei há quanto tempo é que este Castelo estava na minha lista de sítios a visitar, mas esta aventura foi um dois em um em termos de riscar objetivos da lista!



Em tempos este castelo serviu como ponto de defesa, uma vez que foi construído estrategicamente no meio do rio. Embora tenha sofrido algumas adaptações devido ao número de visitantes que recebe por dia, a vista da torre mais alta não deixa de ser lindíssima e serviu como incentivo para o resto do caminho que nos faltava remar.
Com as baterias recarregadas, voltámos a colocar as canoas no rio para mais uns quilómetros até ao fim. 


Na verdade estes passaram sem que eu desse muito por isso, fosse pelo embalo da viagem e da natureza, tão pura à nossa volta, fosse pelas conversas e gargalhadas que nos fartámos de soltar (e pelas várias tentativas de nos molharmos uns aos outros).
O nosso monitor, o André, teve uma paciência de santo e ainda se riu com alguns dos nossos disparates. Levámos a tarefa a sério, mas o cansaço dava de si, até mesmo quando já víamos a meta, em Vila Nova da Barquinha. 
Perto do fim o nosso olhar prendeu-se no céu. Uma avioneta "libertava" pessoas que caíam em queda livre para, mais tarde (alguns muito tarde), abrirem o pára-quedas e voarem ao sabor do vento. 
Na minha cabeça comecei a ganhar coragem para riscar outra aventura da lista. Temos sempre o próximo verão. 
O desafio deste ano foi superado com sucesso. Dormimos todos que nem uma pedra nessa noite. 



Natur Z - http://www.descidas-em-kayak.com/1106/descidas-em-kayak.html
Descida Constância - Vila Nova da Barquinha
9 km, dificuldade média

19 setembro 2017

BLOG || Regressos felizes


Voltar a escrever para não me esquecer de quão bons eram os dias de blog, os dias de planeamento, de publicar, de partilhar conteúdo ou escrever só porque sim, porque nunca deixou de ser bom.
Durante meses muita coisa pode mudar (e mudou). Prova disso é o facto de ter terminado a licenciatura desde a última vez que aqui escrevi. Em fevereiro, data do meu último post, falava da última viagem que tinha feito à República Checa. Desde então consegui licenciar-me e pelo meio já viajei novamente.
É incrível como criamos prioridades na nossa vida e muitas vezes deixamos de parte o que nos faz feliz.
É uma questão de tempo e organização, repito para mim imensas vezes. E é tão isso: esticarmos os dias, ler aquele texto que ficou em atraso, mandar aquela mensagem que já andamos para mandar há muito, rever aquelas pessoas que outrora estiveram diretamente na nossa vida, todos os dias, e agora estão mais distantes, mas ainda habitam num cantinho do nosso coração.

Volto a escrever para não me esquecer de que o tempo é sempre o nosso aliado quando temos vontade, quando gostamos, quando nos dedicamos.